Desde a última vez que nos vimos, anos se arrastaram,
a distância fez-se saudade,
Nenhuma notícia, imagem, voz.
Com o tempo, o quase esquecimento.
Decretou-se passado.
Ganhou lápide.
E a vida andou a passos lentos...
Mudanças, mesmices, de tudo um tanto.
Um dia eis que ressurges,
Do nada, do além, do seu caos.
Demorei para reagir, numa inércia medrosa.
Mas não me perdoaria a falta de gentileza e má educação,
Que consiste em não responder á alguém quando interpelada.
Respondi. Perguntei.
Respondeu, perguntou.
Respondi, perguntei...
As respostas me apresentavam um desconhecido, um amador,
um homem comum, com toda aquela necessidade de cumprir
Os papéis, modelos e estereótipos de uma sociedade doente e amestrada.
Igual...normal...comum.
E eu? Eu continuo subversiva, de esquerda, solteira,
Mulher doida, sincera e feliz.
Amada. Odiada.
Sempre tudo muito intenso, visceral.
Ainda, pra sempre.
Nessa realidade decepcionante,
Eu vi que já não era amor...
Cheia de emoção, vontade de viver
eu sorri aliviada.
Rô Sperduti
Nenhum comentário:
Postar um comentário